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Cultura

Depois das obras...

“Quem um dia irá dizer que existe razão...”

A reforma no Espaço Cultural Renato Russo durou quase cinco anos.

O espaço foi reativado para visitas públicas em 30 de junho de 2018.

Por Catarina Batista, Gabriel Jacobina, Mônica Rodrigues, Davi Paes e Giulia Ferreira

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Conhecida em Brasília, a história do Espaço Cultural Renato Russo na 508 Sul deu-se no início de 1974, quando galpões que abrigavam a sede extinta da Fundação Cultural do Distrito Federal transformaram-se no Teatro Galpão. A primeira peça encenada no local foi O Homem que Enganou o Diabo e ainda Pediu Troco, do jornalista Luiz Gutemberg, sob a direção de Laís Aderne. Um sucesso de público e crítica. Em 1977, foi ampliado e rebatizado como Centro de Criatividade, que incluía, além do Teatro Galpão, o Galpãozinho e as galerias de arte, tornando-se ponto de encontro dos artistas da cidade.

Em janeiro de 1999, em homenagem ao líder da banda Legião Urbana, o local ganhou o nome de Espaço Cultural Renato Russo. Em 2013, o espaço foi fechado, inicialmente para que fossem feitas adequações nas instalações elétricas e hidráulicas, de combate a incêndios e acessibilidade. Em novembro de 2016, sem que fossem alteradas suas características, foi iniciada uma nova reforma, preservando a tradição e a história do local. A obra, além disso, recuperou e modernizou os espaços internos.

A atual diretora do Espaço, Johanne Madsen conta que em 2012, após uma autuação do Corpo de Bombeiros, com uma ordem para ligar os hidrantes já existentes e instalar um sistema de splinter, começaram a desativar o local para o público de maneira geral para que não tivessem atividades com cobrança de ingresso e grande público. Foram alguns meses até ser fechado. Porém, a diretora revelou que o Espaço nunca foi totalmente desativado. “Tinha gente que ensaiava das 23h às 2h da manhã, pois era o único horário que podia, ou seja, nunca parou”, revela Johanne.

Ela afirma que a obra não está finalizada. Ainda será montado, com o apoio de familiares e fãs, o Memorial Renato Russo. “Eles pediram até meados de outubro para a finalização da obra. É claro que a gente morre de medo de se prorrogar mais porque era para ser entregue dia 30 de julho quando inauguramos.  A obra parou uma época, depois voltou com o financiamento do Banco do Brasil. Mas, com a greve dos caminhoneiros, os refletores atrasaram e quando chegaram estávamos com evento, sendo assim, atrasou toda a obra”, completa.

Segundo Johanne, “com a Lei Orgânica da Cultura (LOC), o local tem a possibilidade de contratações e parcerias, por meio do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC) que permite abrir um edital para trabalhar gestão e programação, possibilitando a captação de recursos.”

Atualmente, o ponto cultural possui a única biblioteca especializada em artes, a Biblioteca de Artes de Brasília Ethel de Oliveira Dornas, com gibiteca e musiteca, cineteatro Sala Marco Antônio Guimarães, galerias para exposições Parangolé e Rubem Valentim, sala multiuso para oficinas, espetáculos e ensaios, Galpão das Artes destinado às artes visuais e a Praça Central e o Mezanino, destinados à atividades diversas como shows, saraus e exposições. Além das atividades ministradas, o local é aberto para pessoas físicas ou jurídicas que desejem alugar para a realização de eventos ou que queiram oferecer cursos.

Para Sarah Gonçalves, 25, frequentadora do local: “reabrir o espaço é trazer novamente a cultura e as artes para a juventude brasiliense. É produzir novos artistas, novos espetáculos e trazer diversão a todos “.

O espaço está aberto ao público de terça a sexta, das 10h às 20h, sábado e domingo, do meio-dia às 19h.

Site produzido e aprovado pela Universidade Paulista - UNIP.

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