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Comportamento

Saúde & Bem Estar

Os riscos da automedicação

Cerca de 75% dos brasileiros optam por tomar remédios antes de procurar uma ajuda profissional.

Por Daniela Ramalho, Juliana Meireles e Camila da Silva

A prática da automedicação é feita por 76,4% dos brasileiros, de acordo com a listagem feita pelo Instituto de Ciência Tecnologia e Qualidade (ICTQ). 1.480 pessoas de 12 estados participaram desta pesquisa com foco no mercado farmacêutico.

Sabe-se que os remédios trazem alívio rápido para a dor e desconfortos enfrentados pelas pessoas. O maior problema é quando o ato de tomar remédios por conta própria se torna uma rotina. A ida à farmácia, ou até mesmo o pedido de entrega em casa, após uma rápida pesquisa na internet tem se tornado hábito. Remédios sem necessidade de prescrição médica são a maior parte de medicamentos consumidos pela população.

No entanto, se automedicar pode causar sérios riscos para a saúde das pessoas, isso porque o uso incorreto ou exagerado pode atrasar o diagnóstico e resultar em um agravamento do problema.

A Psicóloga Simone Ribeiro explica que a facilidade para comprar os remédios acoplada a agilidade da eficácia leva as pessoas a optarem por buscar uma ajuda não profissional.

De acordo com o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox), cerca de 30 mil casos de internação são registrados no Brasil anualmente, sendo que 35% desse dado são crianças com menos de 5 anos.

ATO CULTURAL

 

O ato de se automedicar é um costume antigo na cultura brasileira, mas é importante conhecer e compreender as consequências que este mau hábito pode trazer para a saúde. É mais seguro que, ao sentir desconfortos, se procure um profissional para que ele possa dar o diagnóstico correto e, dessa forma, evitar maiores problemas posteriores.

OUTRAS ALTERNATIVAS DE SE AUTOMEDICAR

 

Em entrevista à Folha do Cerrado, o naturopata Pete Coe ressalta que as práticas pseudocientíficas comercializa-das como "naturais" ou "não invasivas" trabalham com quatro pilares: ar, água, terra e respiração. Visando a desintoxicação do corpo e a cura de diversas dores e doenças sem o uso de remédio ou terapias medicinais. “Temos que entender e interpretar o que o corpo diz. Se você está gripado, com dor de barriga ou febril, ele está rejeitando algo que não te fez bem para só então ter a melhoria.”

É necessário lembrar também dos livros de autoajuda, que desde 2010 se encontram entre os mais vendidos do Brasil. De acordo com o site Publishnews, eles são procurados por quem busca a melhoria em seus métodos de causar mudanças em si, seja a física, emocional, intelectual, espiritual ou econômica. Simone Ribeiro ressalta que os livros ajudam. Assim como os de ficção e romance trazem melhorias para a saúde mental. Mas o auxílio vai até certo ponto desde que o indivíduo perceba que nem tudo que ele procura estará nos livros. Em todo caso, a ajuda de um especialista é indispensável.

Fontes:

LENHARO, Mariana. 76,4% dos brasileiros têm habito de se automedicar, segundo pesquisa. G1, São Paulo, Bem Estar. Acessado em: 21/09/2018 - 17h05.

CASTRO, Clarice. Coordenadora do Sinitox aborda os riscos da automedicação. Agência Fiocruz de Notícias, São Paulo. Acessado em: 21/09/2018 - 17h08. 

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